|
Sintego
defende autonomia da Escola
Aassembléia
dos trabalhadores em educação das escolas municipais
de Goiânia, realizada no dia 07 de agosto, deliberou pela
discussão e reposição das aulas somente após
a próxima Assembléia da categoria, agendada para
09 de setembro. Em função desta aprovação
a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação
de Goiás (SINTEGO) orientou, durante visitas às
escolas, que esta decisão fosse acatada.
Por
receio de que o calendário de reposição das
aulas - em virtude da greve deflagrada em 03 de junho - fosse
estendido até janeiro de 2004, a maioria das escolas da
rede antecipou a discussão e optou por iniciar a reposição
em agosto de 2003. Outras unidades, ainda, já haviam iniciado
em junho. Nestas escolas, portanto, a decisão da Assembléia
não influenciou a elaboração do calendário.
A
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB)
estabelece, em seus artigos 12, inciso III e 13, inciso V, o cumprimento
de, no mínimo, 200 dias letivos e 800 horas-aula anuais.
Os trabalhadores em educação, por sua vez, nunca
deixaram de cumprir com seu dever. Por outro lado, ao longo da
história, vários administradores têm imposto
o rigor da Lei, sem, contudo, promover a discussão coletiva
e a devida adequação à realidade de cada
unidade de ensino, ocasionando descontentamento à comunidade
escolar. Neste sentido, faz-se necessário uma reflexão
a respeito da forma como este processo é conduzido, além
da construção constante de alternativas capazes
de contornar os transtornos que envolvem a reposição
estritamente quantitativa e, às vezes, comprometem o fazer
pedagógico - principal objetivo da escola.
A
atual administração da Prefeitura de Goiânia
convidou a direção do SINTEGO para discutir a reposição,
logo após a Assembléia do dia 07 de agosto. Em virtude
da deliberação da categoria em só definir
a reposição em período posterior ao dia 09
de setembro, a direção do sindicato comunicou esta
decisão à secretaria Municipal de Educação,
adiando, conseqüentemente, o debate sobre o calendário
de reposição.
Por
compreender que esta discussão passa, prioritariamente,
pela realidade de cada escola, a direção do SINTEGO
defende o respeito à autonomia das unidades de ensino e
orienta que a comunidade seja envolvida neste debate, por intermédio
da participação de pais, alunos, funcionários
e professores, buscando saídas para os problemas que permeiam
tanto questões pedagógicas quanto de funcionamento
destas unidades, construindo, assim, a melhor forma de reposição.
|
Reajuste para abril de 2004
A
Câmara Municipal de Goiânia aprovou em primeira
votação, na última quinta-feira, 04
de setembro, o reajuste de 9,73% que deve vigorar a partir
de abril de 2004, incidindo sobre a tabela de salários
que vai ser paga, em outubro de 2003, aos professores das
escolas municipais na capital.
O
artigo 4.º do mesmo Projeto de Lei, traz a seguinte
redação referente à Progressão
Horizontal dos professores: “Em decorrência do disposto
nesta Lei, a progressão horizontal prevista nos artigos
7.º e 8.º da Lei n. º 7.997/2000, ocorrerá
a cada dois anos, no mês de setembro, a partir de
2004, na forma da tabela anexa.”
|
SINTEGO FAZ PRESTAÇÃO
DE CONTAS DA GREVE
Em função das despesas provenientes da greve
dos trabalhadores em educação das escolas municipais
de Goiânia, deflagrada em 03 de junho de 2003, a categoria
aprovou, em Assembléia, um desconto especial em folha
de pagamento como forma de cobrir estes gastos. A aprovação
aconteceu no dia 25 de junho, em frente à Câmara
Municipal de Goiânia, onde, em vigília, professores
e funcionários administrativos acompanhavam a tramitação
dos projetos de Lei de reajuste de salários dos servidores
da Prefeitura e do Plano de Cargos e Vencimentos dos Funcionários
Administrativos Educacionais.
Conforme aprovado, o desconto deveria ser em parcela única,
com valor correspondente a (01) um dia de trabalho, entretanto,
a Prefeitura de Goiânia realizou este desconto no valor
de 1% do salário de professores e funcionários
administrativos, repassando ao SINTEGO, a quantia de R$ 70.270,45.
A tabela que segue traz a Prestação de Contas
referente aos gastos com a greve dos trabalhadores em educação
do município de Goiânia. Confira:

|