Os trabalhadores da Educação das cidades de Campo Limpo e Porangatu, paralisaram todas as atividades nas escolas, nesta segunda, 22. Ambas, se mobilizaram pelo mesmo motivo, o não cumprimento da Lei Federal 11.738 do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), que entrou em vigor em janeiro de 2009 em todo o Brasil. As Regionais Sindicais (RS) de Campo Limpo e Porangatu estão na luta juntamente com os trabalhadores para que esse impasse seja resolvido.
A luta pela aplicação do Piso Salarial não é nova, desde sua sanção, os municípios vem travando uma longa batalha com os prefeitos para que cumpram a Lei do Piso, contudo, ela não vem sendo respeitada. Pelo contrário, os governantes estão atropelando os direitos dos trabalhadores da educação.
Campo Limpo
Diante do descaso do prefeito de Campo Limpo, Gonçalves de Carvalho, a RS e os trabalhadores decidiram pela paralisação. A categoria local explica que mesmo depois de aprovada a Lei do Piso, o prefeito a ignora. Após a promessa não cumprida por Carvalho, de se reunir na quarta-feira com o sindicato, os trabalhadores da educação decidiram em assembléia paralisar todas as atividades, pois a situação de descaso extrapolou os limites.
Além do não cumprimento do Piso, os professores tiveram sua carga horária reduzida de 40 para 30 horas semanais e a incorporação das gratificações no salário para alcançar o Piso. A RS de Campo Limpo faz manifestação hoje, 23, com carreata e apitaço programada a partir das 8h da manhã. Amanhã, quarta-feira, 24, os trabalhadores se manifestam em frente à Escola Municipal Alfredo Pedro da Silveira. A presidenta da RS, Erly Alves diz que a categoria cobrará respostas sobre a alegação da prefeitura de não ter dinheiro para folha de pagamento, “se a prefeitura não tem dinheiro, terão que provar para a categoria porque não podem pagar”.
Porangatu
Em Porangatu a paralisação dos trabalhadores nas escolas municipais se iniciou ontem, 22. A RS informou que a paralisação é por tempo indeterminado e que ficarão reunidos na porta da prefeitura para reivindicar o cumprimento da Lei do Piso. O prefeito de Porangatu quer que a RS faça, pela terceira vez, uma comissão que avalie o impacto que o pagamento do PISO gerará na folha. Vildete de Souza, presidenta da RS, disse que mais uma vez o Sintego se reunirá para fazer essa análise, contudo a mobilização continua.
Nove escolas estão fechadas e cerca de 3.500 alunos estão sem aula. E enquanto a RS não receber um parecer sobre a aplicação do Piso a paralisação continuará. A categoria ainda fará uma carreata em protesto pelo Piso na quarta-feira, 24, à partir das 9h.
O Secretário de Organização do Interior, Antonio Ribeiro Neto, pontua que antes de optar pela paralisação o Sintego e os trabalhadores buscaram outros caminhos, mas que não conseguiram ter sucesso. “A greve não é o primeiro recurso que o sindicato usa. A categoria precisa impor e lutar pelos direitos dos trabalhadores, se os prefeitos estão brincando com a gente, não temos outra opção senão parar”, pontua o secretário.
