Sintego e Fórum são recebidos
pelo Governador depois de ato violento

 


 

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), juntamente com outras entidades sindicais do estado, que compõem o Fórum Goiano em Defesa do Servidor e do Serviço Público de Goiás, se reuniram ontem, 23, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, para exigir uma Audiência Pública com o governador. Os líderes sindicais cumpriam a agenda, aguardando para serem atendidos, quando policiais agiram com violência tentando tirar os representantes para fora do Palácio.

A confusão se iniciou quando um dos policiais quis, com violência, tirar um cinegrafista da sala de espera. O que gerou profunda Indignação dos representantes sindicais, entre eles as presidentas, Bia de Lima, Cut/GO e Iêda Leal, Sintego. “É inaceitável ver esse tipo de violência e falta de liberdade de expressão”, pontua Bia de Lima.  Sem nenhum profissionalismo ou preparo, os policiais agrediram de maneira física e verbal as lideranças sindicais. Quem também tomou partido, depois de ser convocado pelos líderes do Fórum, foi o Dep. Estadual, Mauro Rubem, que indignado acompanhou os trabalhadores defendendo seus interesses.

Atendimento

Os líderes exigiram que o governador em exercício, Admir Menezes, os recebessem.  No gabinete do representante estadual, os sindicalistas cobraram mais respeito. “O governador não nos atende desde que assumiu o governo, em 31 de março de 2006, nunca responde nossos ofícios, não cumpre a lei do Piso, nem da Data-base, desrespeita os Planos de Carreira, e, além disso, coloca policiais, despreparados, para nos agredir”, comenta Iêda Leal.

Como muitas promessas foram feitas pelo governador Alcides Rodrigues, os representantes do Fórum exigiram que a Audiência seja marcada com a presença dele. “Já estamos organizando Assembléias com todas as categorias de trabalhadores estaduais, se até o dia 20 deste mês não obtivermos resposta do governo de Goiás, todos os trabalhadores vão parar”, adianta a presidenta do Sindsaúde, Fátima Veloso.

Na ocasião foi repassado ao governador em exercício os principais pontos de reivindicação do Fórum, referentes à Gestão do Ipasgo – os trabalhadores querem que Alcides cumpra uma promessa feita na sua campanha de que o Ipasgo seria gerido pelos próprios servidores -,  o cumprimento da Data-base – há cinco anos os trabalhadores não têm a reposição salarial garantida por lei -, e o respeito aos Planos de Carreira – os trabalhadores pedem que as categorias tenham seus planos revistos e respeitados.

Ademir Menezes garantiu que assim que o governador Alcides Rodrigues retornar de viagem fará a intermediação para que o Fórum tenha uma Audiência com o ele. Menezes também se lamentou pelo incidente da entrada e disse que tomará providencias para que os policiais agressores sejam punidos.

 

 

Retratação

Saindo do Palácio os manifestantes foram prestar queixa no 1º Distrito Policial localizado no setor Central. O cinegrafista passou por exame médico onde foi identificada uma perda auditiva. Além do Boletim de Ocorrência o Sintego está providenciando uma Moção de repúdio para ser enviada ao Secretário de Segurança Pública, Ernesto Roller, e a promoção de uma Audiência Pública, também com o Secretário, pedindo que o agressor formalize um pedido de desculpas aos envolvidos no caso.

O Fórum

Criado em 1992 o Fórum Goiano em Defesa do Servidor e do Serviço Público é uma entidade que visa amparar os direitos dos trabalhadores do Estado perante o governo, de forma unitária e linear.  Sintego (trabalhadores da educação), Ugopoci (policiais civis), Sindjustiça (servidores e serventuários da Justiça), Sindifisco (fiscais),  Sercon-TCE (servidores do Tribunal de Contas do Estado), Sindiagri (servidores da setor público agrícola em Goiás) e Sindsaúde/GO (saúde), são algumas das entidades que fazem parte do Fórum.


 

 

 

 

 

 






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