Vereador propõe liberação de gestantes
enquanto existir surto de gripe suína

 

 

 

O vereador Francisco Jr. apresentou no dia 10 de setembro um requerimento em defesa das trabalhadoras municipais gestantes. O requerimento pede a liberação de gestantes por 60 dias, prorrogáveis por mais 60, devido ao surto de Gripe A, causada pelo vírus H1N1, que já matou mais de 20 pessoas em Goiânia, desde o início do surto há 2 meses. Segundo o vereador, os estudos recentes confirmaram que as gestantes, em ambientes fechados como os órgãos públicos, compõem um dos principais grupos de risco para o contágio.

O pedido de Francisco, porém, pode ultrapassar o limite de 120 dias de licença. Para proteger as grávidas do vírus, o vereador pede à Prefeitura de Goiânia que o prazo seja prorrogado até que o surto da doença tenha sido controlado e que não haja risco à gestante e ao bebê. Na prática, as gestantes poderão licenciar-se por tempo indeterminado, enquanto o vírus ameaçar a vida do feto e da gestante.

O Sintego reconhece a grande quantidade de trabalhadoras da educação que estão gestantes, e por isso está defendendo este direito à vida, acompanhando todo o tramite do requerimento. “As gestantes que lidam com a educação estão a todo o momento em contato com crianças, pais e outros colaboradores, elas têm que lidar diretamente com o público e por esse motivo merecem mais atenção nos cuidados contra a gripe A”, explica a presidenta do sindicato, Iêda Leal.

As trabalhadoras gestantes precisam desse respaldo público, como explica Kamilla, auxiliar de informática e gestante de dois meses: “os médicos me pedem para evitar tumulto, mas dentro de uma escola é impossível estar longe de aglomerados, precisamos de um suporte que nos garanta esse direito, somos um grupo de risco, essa liberação, se aprovada, deixará todas as gestantes tranqüilas antes e depois do parto”.

Ela ainda explica que apesar da secretária municipal de Educação ter enviado oficio solicitando um maior cuidado por parte das gestantes, a mesma não manda professores (as) substitutos, o que impede que as gestantes realmente se afastem do tumulto e contato direto com alunos e demais trabalhadores. “Queremos uma solução além do oficio enviado pela Secretaria”.

 


 

Juliane Souto
Assessoria de Comunicação



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