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Trabalhadores votam pela suspensão da greve na rede estadual de Educação. |
Por maioria dos presentes, foi suspensa na manhã de hoje (26) durante Assembléia que se deu na Catedral Metropolitana de Goiânia a greve da Educação estadual, que durou 58 dias.
Ontem ao final da tarde durante audiência com representantes do Sintego, a secretária de Educação estadual, Milca Severino, acompanhada de um representante da Secretaria da Fazenda, assumiram, em nome do governo, o compromisso de apresentação de um índice de reposição salarial para janeiro do ano que vem. O Sintego ainda manifestou à secretária que cobrará ostensivamente a aplicação do PSPN (Piso Salarial Nacional) em Goiás a partir do mesmo mês.
Suspensão
Com a decisão, professores e funcionários administrativos retomam as atividades em todo o estado a partir desta segunda-feira 29.
O presidente do Sintego, professor Domingos Pereira, disse que a categoria tem responsabilidade com a sociedade, por isso estabelecerá um calendário de reposição de aulas, para que os alunos não sejam prejudicados. “O calendário de reposição, entretanto, será feito, não de cima pra baixo, através de uma ordem vinda da Secretaria de Educação ou das subsecretarias. Cada escola tem a sua especificidade, e esta deve ser respeitada. Portanto, os calendários deverão ser construídos por cada comunidade escolar de forma democrática, com a participação dos professores, dos funcionários administrativos, dos estudantes e de seus pais”, defendeu.
“A greve foi suspensa, mas a luta em defesa da Educação de qualidade em Goiás continua. Embora de volta às aulas, continuaremos nos movimentando, com a distribuição dos panfletos orientando a sociedade a não votar nestas eleições nos candidatos apoiados pelo governador Alcides, ‘inimigo da Educação' ”, declarou Domingos.
O presidente do Sintego disse também que a categoria continuará se mobilizando, mostrando à população o caos em que a Educação se encontra em Goiás, com mais de 200 escolas funcionando de forma precária, pondo em risco a vida de alunos e professores, e descumprindo a Constituição Federal, à medida que paga um salário abaixo do mínimo a mais de 70% dos funcionários administrativos da rede.
Corte de ponto
Domingos disse que se o governo efetivar o corte de ponto referente ao mês de setembro, o estado estará complicando ainda mais a situação dos alunos. “Se cortarem o ponto, ficamos desobrigados de repor as aulas. Se não houver reposição, não se completa o calendário de dias letivos estipulados pela LDB. Daí, quase um milhão de alunos terão de repetir de ano”, explicou. “Como já disse, somos responsáveis e iremos repor as aulas. Entretanto, ninguém é obrigado a trabalhar de graça. O governo não pode querer impor mais este prejuízo aos trabalhadores”, completou.
Robson Filene
Assessor de Comunicação