Professores e funcionários administrativos da rede estadual de Educação – em greve há 42 dias – se reúnem em Assembléia amanhã (12), às 9 horas, em frente à Catedral Metropolitana de Goiânia.
Passado todo este período, o governo ainda não acenou com a disposição de atender as reivindicações dos trabalhadores, que cobram uma reposição salarial de 23,5% (por estarem há três anos sem reposição) reformas de escolas em condições precárias (mais de 200 em todo o estado) e, entre outros pontos, a realização de concurso para suprir o déficit de professores (7 mil) e de administrativos (8 mil) na rede.
O presidente do Sintego, professor Domingos Pereira, avalia como natural o fato de ter havido uma queda na adesão ao movimento. “Passado tanto tempo, as pressões aumentam, e, infelizmente, alguns companheiros acabam cedendo. Entretanto, nosso movimento continua forte, com mais de 70% de adesão em todo estado. Estamos certos de que o que havia de diminuir, já diminuiu. A tendência a gora é que o movimento volte a crescer novamente”, aposta Domingos.
Má vontade
O presidente do Sintego disse que o aumento do subteto dos salários de servidores públicos em Goiás, enviado pelo governo estadual à Assembléia, e aprovado por aquela Casa ontem, é mais uma demonstração do descaso para com a Educação em nosso estado. “O governo pediu aos parlamentares que autorizassem, na forma de lei, o aumento do subteto salarial dos servidores públicos, possibilitando que os que têm altos salários, possam receber salários ainda maiores. Enquanto, isso na Educação, 70% dos servidores administrativos continuam a receber abaixo do salário mínimo. E depois ainda nos criticam por fazermos greve”, indignou-se Domingos Pereira.
Domingos refere-se ao fato de Assembléia ter aumentado o subteto salarial (a pedido do governo estadual) de R$ 12,7 mil para R$ 22,1 mil.
Robson Filene
Assessor de Comunicação