Ao final desta manhã (27), o presidente do Sintego, professor Domingos Pereira, recebeu uma ligação do presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal, vereador Elias Vaz (P-Sol) informando que o prefeito Iris Rezende não poderá receber o Sintego e a Comissão até amanhã, conforme tentativa do líder do Executivo na Casa, vereador Clécio Alves (PMDB).
Segundo Elias, o prefeito teria dito que só poderá ouvir o Sintego e os vereadores até a terça-feira da semana que vem.
Diante disso, o presidente do Sindicato diz que não há por que a categoria se mobilizar e ir para a Câmara amanhã acompanhar a votação do reajuste salarial. “Vamos esperar a reunião na terça-feira (02) com o prefeito, ouvir a proposta dele e nos dirigirmos à Câmara Municipal na quarta-feira (03), quando o projeto de reajuste será votado”, reforçou Domingos.
Nova data de mobilização
Hoje pela manhã os trabalhadores da Educação municipal lotaram a galeria da Câmara para acompanhar a votação do projeto de lei enviado pelo prefeito em 2 de julho passado àquela Casa, concedendo reposição salarial de 4,45%.
O intuito dos trabalhadores foi fazer com que houvesse uma emenda de algum parlamentar elevando o reajuste para 15,75%, que corresponde às perdas salariais da categoria acumuladas desde 2003.
Por sugestão do vereador Elias Vaz, a sessão foi suspensa e o projeto permaneceu na Comissão de Constituição e Justiça.
Ali – com a presença dos trabalhadores – o vereador Clécio Alves sugeriu que uma tentativa de acordo, onde o prefeito receberia a Comissão e o Sintego de hoje para amanhã e fosse encontrado um índice que atendesse o Executivo e os trabalhadores.
Entretanto, após contato do líder do Executivo com o prefeito, chegou a informação de que Iris havia solicitado até terça-feira da semana que vem para a rodada de negociação.
Assim, ficou suspensa a mobilização dos trabalhadores, que aconteceria amanhã na Câmara, para a próxima quarta-feira 3, às 9 horas.
Robson Filene
Assessor de Comunicação