“Milca, eu não agüento, três anos sem aumento”.
Entoando esta, entre várias outras palavras de ordem, professores, funcionários administrativos e alunos da rede estadual ocuparam por cerca de 20 minutos, de forma pacífica, na manhã de hoje (20) a Secretaria de Educação, cobrando ser atendidos pela secretária Milca Severino. A assessoria da secretária, entretanto, informou que ela não se encontrava no local.
Dali, os manifestantes seguiram para a Avenida Anhanguera – em frente à Secretaria – onde interditaram a via nos dois sentidos, também por cerca de 20 minutos.
“Estas duas atividades, com a presença massiva de companheiros e companheiras, vem mais uma vez reforçar o crescimento do nosso movimento, que só terminará quando o governo nos atender”, enfatizou o presidente do Sintego, professor Domingos Pereira.
Domingos disse que diante da repercussão do crescimento da greve, espera que o governo aja com sensatez e apresente uma proposta de atendimento às reivindicações da categoria, na audiência que o Sintego terá amanhã às 10 horas com Milca e com o secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, na Sefaz, na qual participarão os deputados da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa.
Fechamento de Rodovias
Conforme decisão da Assembléia do último dia 15, várias cidades realizaram manifestações em rodovias que cortam as cidades goianas (BRs e GOs), fechando as mesmas por 30 minutos e mostrando aos motoristas os motivos da greve.
Uma destas atividades aconteceu na BR 060, no município de Guapó. Ali, cerca de 300 trabalhadores da Educação fizeram primeiramente uma manifestação em frente ao Colégio Dr, José Feliciano e em seguida se dirigiram para a BR, na altura de um local conhecido como Fábrica de Sabão.
O fechamento transcorreu de forma pacífica, ainda que tenha ocasionado por cerca de 30 minutos um congestionamento de mais de 10 quilômetros de cada lado da rodovia.
Robson Filene
Assessor de Comunicação